O vício em livros de culinária. Um desabafo.

Tudo começou com um Dona Benta e uma velha coleção do Açúcar União. Na sequência vieram os Jamie Oliver’sNigellas e um Gordon Hamsey. Eles traziam receitas simples, boas para fazer aos amigos nos finais de semana.
No meu aniversário ganhei o livro do Claude Troisgros que ensinava receitas brasileiras com “savoir faire” francês. Foi este livro que me levou a investir e um outro muito importante: “Todas as técnicas” do Cordon Bleu.

A partir daí uma semente foi plantada. Não havia mais volta.

Passava horas navegando no Submarino. Montava cestas de compras, lista de desejos, sonhava, mas eu raramente comprava.
E então eles começaram a vir atrás de mim. Sacanas! Me enviavam emails semanais com promoções indecorosas e irresistíveis. Virei cliente vip. Cheguei a comprar 10 livros de uma vez!
Devorava-os. Me lembro que naquela época havia términado um namoro e a cozinha era uma compulsão. Me lembro tambem de dois livros que marcaram esta fase: o Balaio de Sabores da Carla Pernambuco e o do restaurante Gula Gula no Rio de Janeiro, fiz  todas aquelas receitas, algumas viraram tão prata da casa que eu sentia que eu que tinha invetado aquelas receitas. Delírio!
Criei uma lei na minha cabeça: Para todos os lugares que fosse buscaria um livro na culinária local. Seriam meus imãs de geladeira.
Até os romances que envolve comida eu consumo. Como água para Chocolate? pra mim é um grande clássico da literatura. Alhos e Safiras da Ruth Reichl, é uma grande fonte de inspiração, aliás a Ruth é uma das minhas divas. Cozinha Confidencial? sempre dou de presente aos amigos. E aproveito este espaço para dizer que acredito que livro do Brillant Savarin, Fisiologia do Gosto deveria ser lido nas escolas!
Fora do país, meu vício só aumentou, um mundo de novos temas se abriu, comecei a ler mais livros que contavam a história da gastronomia, do psicológico que está por trás, o porquê dos nomes, das invenções, das técnicas, os contextos mundias da alimentação, as medidas… Tudo isso pra mim foi uma descoberta incrível! Realmente, incrível. Um deleite.
Gradativamente voltei para os livros de receitas. E o meu barato agora são os monotemáticos: só de Cogumelos, só de Foie Gras, só de Farinhas, Sorvetes, Queijos, o Satai, o Hareng… Enfim, conhecer o produto a fundo saber suas histórias, técnicas, qualidades… mergulhar em um ingrediente, domina-lo, saber como desconstrui-lo e construi-lo novamente… isso também é beleza da cozinha não é não?
Confesso que antes de começar a escrever este post, comprei mais três com temas diferentes (2 são usados ok). Um sobre Yzakayas , outro só de utensílios de cozinha japonesa que promete ser interessantissimo e um terceiro sobre a combinação de sabores.
Acho que não tenho cura.
Quem sou eu para contribuir com vício de alguém… Mas, só para o seu conhecimento segue uma lista das principais lojas de livros de cozinha no mundo.
A receita que segue é uma das favoritas do meu livro da Carlota.

Frigideira de cogumelos

1 bandeja de shitake
1 bandeja de shimeji
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de molho de soja
1/3 de xícara (chá) de creme de leite fresco
1 copo de requeijão cremoso
2 colheres (sopa) de parmesão ralado
sal e pimenta-do-reino
1 pacotinho de pão sueco
Retire os talos do shitake e fatie finamente. Corte a base do shimeji e solte os cogumelos do talo. Aqueça metade da manteiga em uma frigideira, junte o shitake e grelhe em fogo alto até secar o líquido. Reserve e faça a mesma coisa com o shimeji. Junte ambos numa panela, acrescente o creme de leite, o molho de soja, o requeijão, acerte o sal e a pimenta. Finalize com parmesão. Não deixe reduzir demais. Deve ficar cremoso. Sirva com o pão sueco.
Fonte: http://carlota.com.br

 

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